Nem vi o natal passar. Não passei semanas ouvindo músicas da época, mas acabei tornando os dias próximos bem intensos. Muitos panetones que eu não devia comer, canela em casca no café, filmes de natal que ninguém conhece e o pensamento nos presentes.
A foto deveria ser da árvore de natal do vizinho. Por sinal eu sempre me recordava de escrever aqui um agradecimento aos vizinhos por manterem as árvores ligadas na madrugada. Deixar as luzes de natal ligadas na madrugada é a maior das delicadezas com os ínsones. E só fui lembrar que esqueci de tirar a foto quando já não havia mais luzes, o natal havia passado e se apagado junto das luzes.
Demorei até mesmo pra trazer as canecas de natal pra uso. Comprei uma bem bonita, funda, com papai Noel atrasado pro natal.
Fui correndo na tarde do dia 24 comprar meu prato favorito da ceia: o tender. Existe algo de arcaico e clássico no presunto assado que eu não sei descrever, se é o aspecto ou o sabor, talvez mesmo o ato. E por fim o renegado presunto de natal se tornou a única carne da ceia.
No dia de natal teve Férias Frustradas de natal e Grinch, duas maravilhas cinematográficas da época.
Pro ano novo existiam resoluções que envolviam mudanças de atitude e de alimentação. Mas o ano vai passando rápido e não me deixa nem sentar pra pensar o que quero mudar.
Já fiz algumas coisas. Organizei documentos, papéis em excesso, arrumei a pasta de estudos que não vê um estudo há muitos meses. O retrato triste de uma vida parada no tempo, apesar de agitada o tempo todo.
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